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Teresa Azevedo

Mulher menina prosa e verso

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Meu Diário
11/02/2010 06h46
O controle de humor
Mais um lindo dia desponta. Algumas nuvens escuras escondem o sol.  Mas é inevitável ver a glória de Deus manifesta na natureza e em mil. O controle do humor é algo que me fascina. É o racional das coisas, sem que elas percam a emoção. É a calma de um mar. A tranqüilidade dos ventos. É a deliciosa  brisa suave. É um sol de 8 a 9 horas da manhã ou de 16 as 17 horas. É a beleza de uma flor que já brotou. É tudo que é estável, tudo que é bom.Para quem passou a vida oscilante desde pequena é algo fantástico.  Eu não sei se desde pequena eu já tinha transtorno bipolar, sei apenas que desde então sofria com as oscilações de humor. Meus pais contam que certa feita uns amigos deles foram nos visitar e eles tinham uma filhinha da minha idade. Eu deveria ter por volta de 4 anos. Eu tinha muitas bonecas, pois era a neta mais nova e sobrinha também, assim todos me presenteavam muito. Mas a tal menina quis exatamente a boneca que eu mais gostava. Gentilmente deixei-a brincar, mas de repente dei um salto furioso sobre a menina com os dentes lhe mordi. Uma vergonha. Naturalmente o casal e a tal filhinha nunca mais apareceram em casa. Quando adolescente me lembro que em situações de desagrado eu tentava me conter, mas tinha duas conseqüências ou me deprimir ou era tomada por um crescente de raiva que explodia. Naquela época eu era dada a falar palavrões, o que Deus retirou de minha vida pois é algo muito ruim de estar ao lado de alguém que blasfema por tudo. Aprendi a dar graças e me sinto muito feliz por isto agora. Ainda hoje sou uma pessoa que prefere esclarecer sempre as coisas, mas felizmente agora consigo raciocinar antes de falar com o ofensor, ou mesmo  com alguém que me diga algo que não compreendo bem. Mas antes eu soltava impulsivamente a primeira coisa que me vinha a cabeça e não preciso de dizer o quanto isto foi prejudicial em minha vida. Compreender que termos um cérebro pensante eu até compreendia, mas utilizá-lo para tal em muitos momentos é que não conseguia.  Daqui  a pouco estarei no trabalho e tenho muito a fazer lá. Em outros tempos me desesperaria desde então, mas cá estou eu, trabalhando em meus relatos. Quando chegar lá quero me preocupar com o que tenho a fazer lá e viver cada momento de uma vez é algo que tenho exercitado e é muito bom. Claro que eu não estou levando isto é erro e fogo. Ser maleável também é capacidade de um cérebro pensante, mas finalmente aos cinqüenta percebi e consigo exercitar a vivência de cada momento e a não vivência de um momento quando ele é inapropriado. Como eu tenho relatado isto graças a Deus, ao meu controlador de humor, a atenção contínua que tenho exercitado nos últimos tempos, pois tenho certeza de que nada teria resultado se eu não quisesse melhorar, ser feliz e não conseguisse perceber como melhoro e como pioro.


Publicado por Teresa Azevedo em 11/02/2010 às 06h46
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