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Teresa Azevedo

Mulher menina prosa e verso

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Textos

Para a minh'amada esposa
Meu único amor, como vai?
Eu estou aqui triste e solitário. Apenas um farrapo do homem de outrora.
A noite está calma, nem os carros trafegam, o que torna ainda mais dolorosa minha saudade. Quando a rua está movimentada e posso ouvir os carros transitando de lá para cá, fico a imaginar que você chegará em um deles e me salvará de meu martírio...
Desde que me deixou, sou só lamentos, nada tem graça, nem me anima.
Alguns amigos me ligam, eventualmente. Convidam-me para sair, mas não tenho prazer nisto, nem em mulheres ou qualquer outra coisa, somente sua imagem vive à minha frente. A comida não me desce a garganta, onde um nó me sufoca.
Minha culpa me corrói e mata aos poucos. Se eu tivesse sido forte e não me deixasse levar por aquela mulher e sua maldita armação, você ainda estaria aqui, ao meu lado.
Sou prisioneiro do meu pecado e tudo que mais desejo e seu perdão, de modo que possa me redimir e demonstrar o quão bom marido posso ser. Se tiver esta chance não vai se arrepender um só segundo.
Imploro que repense sua decisão e volte para casa antes que eu definhe e morra.
Do eternamente seu,
Rodrigo

Carta que o personagem Rodrigo da peça "Assolações", que está sendo escrita por mim escreve a sua esposa Márcia.
Teresa Azevedo
Enviado por Teresa Azevedo em 16/11/2011
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